Ver para Compreender

Exposições e Mostras no ICT

A VIDA BATE de Roberta Weingartner

0

A VIDA BATE de Roberta Weingartner.

Para quem já teve ou quer ter a experiência de APRENDER A VER PELA VIA DAS ARTES.

Tela da série A VIDA BATE, de Robera Weingartner

A vida bate

Ferreira Gullar

Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
- a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.
Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.
Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida! 

O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
      carnadura de pânico: as
      pessoas que vão e vêm
      que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.

Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
sob as penas da lei,
em teu pulso,
a vida bate.
E é essa clandestina esperança
misturada ao sal do mar
que me sustenta
esta tarde
debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
na América Latina.

 

 

COMPREENDER PARA VER; VER PARA COMPREENDER.

0

Uma parte de mim

é todo mundo.

Outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte se espanta.

Traduzir uma parte

na outra parte,

que é uma questão

de vida ou morte,

será arte?

 

Ferreira Gullar.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=sMoKcsN8wM8]

O Troca e o NAE de SJC trazem ao campus uma seleta dos painéis da mostra da Fundação Cassiano Ricardo de 2010.

Troca de Saberes e NAE trazem ao campus mostra fotográfica “São José de ontem e hoje”.

0

O Troca e o NAE de SJC trazem ao campus uma seleta dos painéis da mostra da Fundação Cassiano Ricardo de 2010.

Com apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, o Grupo Troca de Saberes e o Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE) do Campus SJC da Unifesp exibem aqui no ICT painéis da exposição “São José de ontem e hoje”.

Originalmente realizada em 2010 pela FCCR, a mostra ilustra a transformação da paisagem urbana do município ao longo das décadas com registros fotográficos que abrangem o período de 1920 a 1970. As fotos antigas pertencem ao Arquivo Público do Município e retratam, especialmente, a região do centro histórico.

Os painéis ficarão expostos até o início de junho no saguão do edifício II, nas proximidades da biblioteca.

Reserve um momento do seu dia para conferir esta ação cultural perto de você, no seu campus!

De “bit” em “bit”, a gente varre a Unifesp com um overflow de cultura!

Ver para Compreender

0

Trata-se de abrir, no Campus de São José dos Campos, espaços para exposições com temáticas diversas, alternando entre eventos com conteúdo científico e outros de cunho cultural mais abrangente.

Eis os principais interesses desta iniciativa:

  • Abrir novos espaços de convívio acadêmico, a fim de aumentar a identificação e integração dos estudantes ao ambiente do ICT.

  • Favorecer a interação dos estudantes em contextos de atividades culturais.

  • Complementar a formação acadêmica e cultural dos estudantes.

  • Fomentar o interesse de toda a comunidade acadêmica, contribuindo para a consolidação do hábito da procura por programas culturais.

  • Propiciar a troca de saberes científicos e culturais entre todos os integrantes da comunidade do ICT.

Go to Top